Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
  • SojaR$ 132,40/sc 60 kg▲ +0,8%
  • MilhoR$ 64,90/sc 60 kg▼ -0,4%
  • Boi gordoR$ 312,50/@▲ +1,2%
  • Café arábicaR$ 1.587,00/sc 60 kg▼ -1,1%
  • TrigoR$ 1.420,00/t▲ +0,3%
  • LeiteR$ 2,68/litro■ 0,0%
Semeadora: notícias do campo para o seu dia
Clima

Expansão da Pecanicultura no Sul do Brasil Ganha Impulso com Apoio da Embrapa

A cultura da noz-pecã consolida sua expansão como uma das alternativas florestais e frutícolas mais rentáveis do agronegócio no Sul do Brasil.

Por Redação Semeadora

2 min de leitura

Expansão da Pecanicultura no Sul do Brasil Ganha Impulso com Apoio da Embrapa

Resumo Executivo: A cultura da noz-pecã consolida sua expansão como uma das alternativas florestais e frutícolas mais rentáveis do agronegócio no Sul do Brasil. Em iniciativa conjunta entre a Embrapa Clima Temperado, associações de produtores e a indústria processadora, um circuito técnico e científico de três grandes eventos entre outubro e novembro de 2026 acelera a difusão de cultivares selecionadas, manejo integrado de pragas e mecanização da colheita, posicionando o país como fornecedor estratégico da noz no mercado sul-americano e global.

Crescimento Estrutural e Rentabilidade por Hectare

O cultivo da noz-pecã (Carya illinoinensis) vem registrando crescimento contínuo de área plantada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Historicamente vista como cultura complementar ou de sucessão em áreas de encosta e solos bem drenados, a pecanicultura atingiu maturidade técnica comercial. Pomares implantados nos últimos 7 a 10 anos entraram em plena produtividade, demandando soluções logísticas integradas de desfolha, secagem, quebra e embalagem a vácuo para preservação dos óleos poli-insaturados naturais da noz.

De acordo com pesquisadores da Embrapa Clima Temperado, a difusão de pesquisas agronômicas tem sido crucial para padronizar o manejo fitossanitário e o controle da sarna-da-pecã, principal desafio fúngico da cultura em primaveras úmidas. Além disso, a introdução de clones de alta produtividade e a adaptação de derriçadores e recolhedores mecânicos reduziram drasticamente a demanda por mão de obra na colheita, viabilizando propriedades de médio e grande porte.

Demanda Agroindustrial e Mercado Global

O interesse pela noz-pecã brasileira decorre de múltiplos fatores de mercado:

  • Indústria de Alimentos Saudáveis: Forte expansão no consumo direto como snack funcional e insumo nobre na indústria de panificação, confeitaria, chocolates e laticínios especiais.
  • Contrassezão com o Hemisfério Norte: Enquanto os maiores produtores mundiais (Estados Unidos e México) concentram sua colheita entre setembro e dezembro, a safra brasileira ocorre no primeiro semestre, oferecendo amêndoas frescas no contrafluxo aos importadores internacionais.
  • Sustentabilidade e Integração Produtiva: O pomar de nogueiras-pecã atua como sumidouro de carbono perene de longo ciclo e permite a consorciação com pastagens ou espécies forrageiras no sub-bosque nos primeiros anos pós-plantio.

Perspectivas e Próximos Passos do Setor

Com a intensificação do diálogo entre os centros de pesquisa e a iniciativa privada nos fóruns do setor em Pelotas e região serrana gaúcha, a pecanicultura nacional ruma para a criação de padrões oficiais de classificação de calibre e selos de indicação geográfica, pavimentando o acesso a mercados compradores de alta exigência na Europa e no Extremo Oriente.

Fonte: Embrapa Clima Temperado (Eventos e Inovação na Pecanicultura) | Jornal Tradição (Cadeia Produtiva da Noz-Pecã no Sul)

  • Fruticultura de Clima Temperado
  • Nozes
  • Agroindústria de Alto Valor

Leia também